Canção da Saudade [Bastos Tigre]

Saudade, palavra doce,
que traduz tanto amargor.
Saudade é como se fosse
espinho cheirando a flor.

Um desejo do estar perto
de quem está longe de nós!
Um ai! que não sei ao certo
se é suspiro ou uma voz.

Um sorriso de tristeza,
um soluço de alegria,
o suplício da incerteza
que uma esperança alivia.

Nessas três sílabas há de
caber toda uma canção:
bendita a dor da saudade
que faz bem ao coração.

Um longo olhar que se lança
numa carta ou numa flor;
saudade - irmã da Esperança;
saudade - filha do Amor.

Uma palavra tão breve,
mas tão longa de sentir!
E há tanta gente que a escreve
sem a saber traduzir.

Gosto amargo de infelizes,
foi como a chamou Garret;
coração, calado, dizes
num suspiro o que ela é.

A palavra é bem pequena
mas diz tanto, de uma vez!
Por ela valeu a pena
inventar-se o português.
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O Desfile

"Mais um poema que fiz com sincera admiração à beleza feminina. Em especial a uma hoje amiga que aqui cito apenas pelo pseudônimo de Ela. O que mais me atrai nele é que todos que viram a cena me disseram que eu consegui descrevê-la perfeitamente. Tenho certeza que muitos já viram uma cena assim. Espero que gostem."


Hoje Ela desfila na praça
Faz da calçada passarela
E vai atraindo os olhares
Sempre tão linda
Causando desejo nos meninos
E uma certa inveja nas meninas
E eu de longe observo
Seu caminhar de passos certos

E o balançar de seus cabelos
Hoje ela está tão bonita,
Veio de jaqueta rosa
Uma calca jeans
faz o contorno das pernas
E termina um pouco antes da cintura
E como ela é menina,
Tão alegre e levada
E como ela é mulher,
Dona de si e decidida
Nada de salto alto,
Desfila de havaianas
E eu confuso pergunto:
como pode tanta beleza,
Se distribuir de maneira tão perfeita,
Por todo o corpo dessa menina?
Mas sem respostas,
me resta apenas observar
E eu fico vendo ela passar
De jaqueta rosa, tão linda
Fazendo da calçada
Uma eterna passarela

***
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Os Verbos da Vida [Bastos Tigre]

Alvorada. Olhando a vida,
A alma desperta risonha;
Foge a treva espavorida,
Recende a manhã florida:
- Sonha!

Nasce o sol. No oriente a esfera
De jalde e rubro se inflama;
Flor em botão. Primavera,
- Ama!

Ecoando por vale e monte,
Da vida o rumor se escuta;
Estende o braço, ergue a fronte!
Que a luta não te amedronte!
- Luta!

Sol a pino. A luz castiga
A tez, de tão forte e tanta;
Procura uma alfombra amiga
E, a repousar da fadiga,
- Canta!

Declina o dia. Aproveita
A mocidade radiosa;
Come os frutos da colheita
E, enquanto o sol não se deita,
- Goza!

Tarde. O céu já se decora
Com o véu violáceo do poente.
Recorda o fulgor da aurora;
Da saudade o espinho agora
- Sente!

Riso, pranto, amor, desgosto,
Recolhe-os, da alma no cofre!
Não tarda ser o sol - posto;
Há uma lágrima em teu rosto;
- Sofre!

É noite fechada. A lousa
De um negro silêncio pesa
Sobre a terra que repousa...
Na cruz os teus olhos pousa:
- Reza!

Coragem se a rocha é bruta!
Não temas o íngreme aclive!
De alma forte, resoluta,
Ama, sofre, goza, luta,
- Vive!

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Refém


"Mais um poema que fiz pra uma paixão. Gosto muito dele. É simples, curto, porém bastante direto. Espero que também goste!"

Enquanto você não sabia
O quanto eu te queria
Tudo ia bem
Mas hoje me sinto refém
Das palavras que te disse
Sei que parece tolice
Mas tente acreditar
Foi muito difícil falar
De desejos que eram ocultos
E da vontade que possuía
De te tocar e te beijar
É pena que disse não
Mas sei que não foi em vão
Que a história não acabou
E que ainda vai mais além
Pode parecer tolice
Mas as palavras que te disse
Ainda me fazem refém

Bruno Sampaio

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Ainda por aqui

Sei que ainda estou aqui 
Imaginei mudanças
Criei esperanças
Mas estou por aqui
As vezes até quero esquecer
Tento, não consigo
Nem bem sei por quê
Imaginei novos amigos
Novas mulheres
Novos amores
Mas as mudanças não vieram
Criei ilusões
Hoje me entrego a poemas
A ainda estou por aqui
Mas a vida também é boa
Quando se vive de ilusões
Quando se imagina outro mundo
Quando se inventa paixões
Mas olhando os velhos amigos
As velhas pegadas
As mesmas pessoas
E cercado de antigas paixões
Eu agora sei
Sei que ainda estou por aqui

Bruno Sampaio - março de 2003

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