Quartinho de arrumação

"Poema que fiz em atenção ao meu lado sertanejo. É a fotografia perfeita do depósito que tinhamos na fazenda. É um poema que apesar de longo é muito fácil e agradável de ler. 
Vale a pena apreciar."


Quartinho de arrumação

Lá do lado da casa da roça
Onde se guarda todas as tralha
Tem um quartinho com porta de madeira
Com uma janela de escora
E um cadeado pra evita ladrão

Onde se faz as arrumação
E já é quase outra casa
Se acha um pouquinho de tudo
Que se usa na lida
E quase nada lá faz falta

Uma carça veia rasgada
Umas meia veia jogada
Boné de algum candidato
Camisa furada de espinho
E um pé de sandaia havaiana

Tem galocha de borracha,
Tem bota de couro, percata
Sela vaqueira novinha
Gibão, jaleco e perneira
Chapéu de couro e peiteira

Umas dez taca e duas pirata
Uma selinha mineira
Bride, cabeção, cabeçada
Cabrestro de nó. professora
E um selim de correr vaquejada

Enxada, cavador, e xibanca
Machado e uma sacola amarrada
Facão, espora enferrujada
De junto da sela mofada
Na parede dispindurada

Um serrote sem dente
Um borná, um alforje
Um facão já veio e sem corte
Uma moeda da sorte
No fundo de outra sacola


Balde de tirá leite
Umas pele de bode
Uma capa de sela lascada
Uma sela desmanchada
Que o tempo foi cumeno

Tem arame farpado
Uns bolo nuns pau enrolado
Cabo pra botá em machado
Disimbolador, grampo,
Arame liso e martelo

Anzol, e vara de pesca
Uma lata de botá as isca
Gaiola de passarinho
Armadilha de caça tatu
E espingarda mata nambu

Tem sabugo de milho catado
Pelo chão tudo espalhado
Um ninho de rato escondido
E tem lá fora uma cobra  
Espiando na espreita

Uma galeota veia
Do pneu já furado
Uma caixa de parafuso
Chave de boca, chave de fenda
Alicate, e um pé de cabra

Tem uma corda de laço
E um banco de tira leite
De um tampo e uma perna só
Um canjirão amassado
Velinho de dá dó

Tampa de vaso, e os vaso
Garrafa de boca pra cima
De conhaque e de pinga
Tonel de cachaça vazio
Morcego dando assobio


Tem mata bicheira
Veneno, ivomec, seringa
Vrido velho de vacina
Um jogo de agulha e pistola
Se admira quem olha

Tem saco de alinhagem
Com semente de capim
Plantadeira, foice cortadeira
Tem tramela de cancela
E tem pau de porteira

Prego de aço, prego novo
Prego velho, prego torto
Uns gancho pelas parede
Pindurador de rede
Quebrado pelos canto

Cilha de sela solta
Ferradura já gasta
Ninho de largatixa
Pedra de amolá faca
E feijão nas garrafa de coca

Saco de milho pros pinto
Teia de aranha nos canto
Um grilinho sibilando
Semente de um pé de jambo
Na cagada de algum morcego

Umas vara descendo do teto
Prego nas parede apregado
Gancho por tudo que é lado
Arame nos pau amarrado
Pra tudo se pindurá

Laço na capa da sela
Pano de chão, franela
Vassoura de piaçava
Barredor de terreiro de palha
De um pé de licuri

Se tu espiá logo ali
Tem uma borracha veia
De pneu de bicicreta
Embaixo do sebo de carneiro
Pros trás daquelas cangalha

Corrente de amarrá cancela
Suvela de furá couro
Fivela de amarra cinto
Uns pau de fazé fogueira
E outros pra fazé lenha

Tauba de prateleira
Madeira de fazer ripa
Umas telha por cima da outra
Uns tijolo de adoube
E uma fechadura sem chave

Uns cadeado já solto
Um bezourinho já morto
Na teia daquela aranha
Álcool de faze fogo
Algodão e querozene

Estribo pelas parede
Pendurado, sem serventia
Uma janela sem vigia
E uma porta de saída
Que é merma de entrada

Tudo isso bem arrumado
Uns pelo chão, outros pindurado
Uns esquecido, uns escondido
Uns pela frente, uns pelos canto
Uns largado, uns perdido

Uns amocado embaixo
E uns pos riba dos outro
Uns por de trás da porta
Uns amarrado nela
Uma escora escorando a janela

E as aranha tomando conta
Tudo isso você encontra
Tudo isso bem organizado
Tudinho, muito bem arrumado
Naquele quartinho do lado

Bruno Sampaio

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Todo Mundo Explica - Raul Seixas

"Antes de ler o livro que o Guru lhe deu você tem que escrever o seu. Já dizia Raul Seixas"


Não me pergunte por que
Quem-Como-Onde-Qual-Quando-O Que?
Deus, Buda, O tudo, O nada, O ocaso, O cosmo
Como o cosmonauta busca o nado, o nada
Seja lá o que for, já é

Não me obrigue a comer
O seu escreveu não leu
Papai mordeu a cabeça
Do Dr. Sugismundo
Porque sem querer cantou de galo
Cada cabeça é um mundo Gismundo
Antes de ler o livro que o guru lhe deu
Você tem que escrever o seu

Chega um ponto que eu sinto que eu pressinto
Lá dentro, não do corpo, mas lá dentro-fora
No coração e no sol, no meu peito eu sinto
Na estrela, na testa, eu farejo em todo o universo
Que eu to vivo
Que eu to vivo
Que eu to vivo, vivo, vivo como uma rocha
E eu não pergunto
Porque já sei que a vida não é uma resposta
E se eu aconteço aqui se deve ao fato de eu
simplesmente ser
Se deve ao fato de eu simplesmente

Mas todo mundo explica
Explica, Freud, o padre explica, Krishnamurti tá
vendendo
A explicação na livraria, que lhe faz a prestação
Que tem Platão que explica, que explica tudo tão bem vai lá que
Todo mundo explica
protestante, o auto-falante, o zen-budismo,
Brahma, Skol
Capitalismo oculta um cofre de fá, fé, fi, finalismo
Hare Krishna, e dando a dica enquanto aquele
papagaio
Curupaca e implica
Com o carimbo positivo da ciência que aprova
e classifica

O que é que a ciência tem?
Tem lápis de calcular
Que é mais que a ciência tem?
Borracha pra depois apagar
Você já foi ao espelho, não?
nego?
Então vá!
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Eu Quero Mesmo - Raul Seixas

"Sempre cai bem lembrar esta frase: Por muito tempo eu sentia vergonha das coisas que eu sinto e disfarçando, escrevia difícil só pra complicar, mas quando a flor é uma flor e não tem outro jeito da gente dizer, pra que mentir !"

Eu quero mesmo é cantar yê-yê-yê!
Eu quero mesmo é gostar de você!
Eu quero mesmo é falar de amor!
Eu quero mesmo é sentir seu calor! Eu quero mesmo!

Por muito tempo eu sentia vergonha das coisas que eu sinto
E disfarçando, escrevia difícil só pra complicar
Quando a flor é uma flor e não tem outro jeito da gente dizer,
Pra que mentir, se eu sei, eu sei que...
Eu quero mesmo é cantar yê-yê-yê!
Eu quero mesmo é gostar de você!
Eu quero mesmo é falar de amor!
Eu quero mesmo é sentir seu calor! Eu quero mesmo 

Eu tinha medo de ver a beleza da simplicidade
Nunca falava "eu te amo" com medo de alguém me gozar
Eu gosto de "Besame Mucho" e eu gosto, e eu vou tirar você desse lugar
Pra que mentir? Quando eu sei que...
Eu quero mesmo é cantar yê-yê-yê!
Eu quero mesmo é gostar de você!
Eu quero mesmo é falar de amor!

Eu quero mesmo é sentir seu calor! Eu quero mesmo!
Eu quero mesmo é cantar yê-yê-yê!
Eu quero mesmo é gostar de você!
Eu quero mesmo é falar de amor!
Eu quero mesmo é sentir seu calor! Eu quero mesmo!
Eu quero mesmo é cantar yê-yê-yê!(oié)
Eu quero mesmo é gostar de você!(minha nega)
Eu quero mesmo é falar de amor!
Eu quero mesmo é rimar amor com dor!
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Vaqueiro Velho

"Minha intenção aqui é postar poemas, meus e de outros, mas existem algumas letras de música que são verdadeiras poesias. Convido-lhe a apreciar esta, que disserta sobre o passado do vaqueiro, personagem principal do nosso sertão bahiano. "

Vaqueiro velho
 
Vaqueiro velho do chapéu de couro
Da pele" tustada" do sol do verão
Arreios de prata espora de ouro
Amigos do gado e herói do sertão

Seu aboio triste conduz a boiada
Pela nova estrada do capueirau
No som do berrante no cheiro da rama
Traz a "bezerrama" e prende no curral

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Uma magia aconteceu

"Mais um poema da série Coisas de adolescente, simples, doce e apaixonado. Retrata um momento real, que se repetiu várias vezes. 
Boa leitura!"
Ela passou despercebida
Sem reparar que eu estava ali
Passou alegre e tão bonita
Tão cercada de amigas
Tão sem tempo para mim
Não percebeu que enquanto andava
De longe eu lhe olhava
E uma magia acontecia
O momento tão simplório
Se tornou quase infinito
Por um instante, um segundo
Eu quis parar o mundo
Só para admirar
Sem reação, fiquei quieto
Com os olhos bem abertos
Vendo ela passar
Pura mágica do destino
Não aguardava esse encontro
Tantos sons e tantos ritmos
Ritmavam seu caminhar
E palpitava no meu peito
Um coração que tão sem jeito
Insistia em acelerar
E eu quis ler os seus lábios
Saber de seus pensamentos
Acontece que no momento
Eu nem consegui pensar
Tão tomado de alegria
Só me restava sorrir
E ela seguiu tão linda
Tão cercada de amigas
Tão sem tempo para mim

Bruno Sampaio

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Na Rodoviária - Raul Seixas

"Mais uma música de Raul que eu adoro, e que é sempre bom ser relembrada !"

O oboé e a flauta soam
Assim como os sinos ecoam
Em ecos nobres procedentes do Oriente
Nada de novo no front
Treze vezes
Anteontem
Ah, meu Deus
O invento da vela

Cinderela e Aladim
Abracadabra e Abra Melim
Abre-te Sésamo, James Dean
Noves fora zero - Nada
Al Capone Bruce Lee
Você pode também estar aqui
Na lista telefônica
Assim como a vela

A vela é de cera
E a cera pega fogo

E o fogo lá da vela
é o eterno curinga do jogo

O pa-pa-Papai Noel
é um presépio de papel
Confunde a quem não puder se defender
é 35 de aluguel, foi aljures mausoléu
Violeta Parra e Nero iluminaram Roma
Assim como a vela
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Entardecer


"Mais um poema nostálgico do meu primeiro livro. Que reúne meus sonhos, minhas vontades, meus medos, pensamentos, aflições, Sentimentos e Ilusões."

Entardecer

Daquela janela o mar era tão bonito
E era tudo mais bonito ao entardecer
As nuvens mudavam de cor
E eu pensava como seria o futuro
Como vai ser quando eu crescer

Mas o sol já se pôs
As nuvens foram embora
O futuro chegou
E eu não vi nada de novo acontecer
Mas da janela do meu quarto eu também
vejo o mar
E já que a vida é esperar
Espero um novo entardecer

Bruno Sampaio

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O Homem - Raul Seixas

"Mais um clássico!!!"

-"No momento em que eu ia partir
Eu resolvi voltar"

Vou voltar!
Sei que não c hegou a hora
De se ir embora
É melhor ficar...

Vou ficar!
Sei que tem gente cantando
Tem gente esperando
A hora de chegar...

Vou chegar!
Chego com as águas turvas
Eu fiz tantas curvas
Prá poder cantar...

Esse meu canto
Que não presta
Que tanta gente
Então detesta
Mas isso é tudo
O que me resta
Nessa festa!
Nessa festa!...

Eu!
Vou ferver!
Como que um vulcão em chamas
Como a tua cama
Que me faz tremer...

Vou tremer!
Como um chão de terremotos
Como amor remoto
Que eu não sei viver...

Vou viver!
Vou poder contar meus filhos
Caminhar nos trilhos
Isso é prá valer...

Pois se uma estrela
Há de brilhar
Outra então tem que se apagar
Quero estar vivo para ver
Oh!
O sol nascer!
O sol nascer!
O sol nascer!...

Eu!
Vou subir!
Pelo elevador dos fundos
Que carrega o mundo
Sem sequer sentir...

Vou sentir!
Que a minha dor no peito
Que eu escondi direito
Agora vai surgir...

Vou surgir!
Numa tempestade doida
Prá varrer as ruas
Em que eu vou seguir

Oh!
Em que eu vou seguir!
Em que eu vou seguir!...
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Carpinteiro Do Universo - Raul Seixas

"Linda, fantástica, uma das minhas preferidas!"




Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...
Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Humm...Estou sempre,
pensando em aparar o cabelo de alguém.
E sempre tentando mudar a direção do trem.
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar,
Pra que você não tropece na escada, quando chegar.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
O meu egoismo, é tão egoísta,
que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Mas Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...
Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).
No final,
Carpinteiro de mim!
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Aviso

Amigos, seguidores e curtidores: com o intuito de organizar as postagens deste blog,  reprogramei algumas postagens para os próximos dias. Alguns poemas que já foram postados aqui estarão indisponíveis durante um curto período de tempo, mas estarão publicados em nossa página. Se desejarem basta nos fazer uma visita, caso prefiram basta aguardar a re-publicação aqui no blogger!


Fiquem atentos às novas publicações, já programadas para os meses de novembro, dezembro e janeiro !!!
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Felicidade [Bastos Tigre]

Feliz do que foi sempre desgraçado,
E só viu, na existência, a desventura,
Pois, este, nem por sonhos, conjetura
No que consiste ser-se afortunado.

Se não teve prazeres no passado,
Reviver o passado não procura;
Que a vida é sempre má se lhe afigura.
E, sem consolo, vive consolado.

Triste é os tempos vividos, venturosos,
Comparar às agruras do presente;
Que mágoas só as tem quem teve gozos.

O mal é nada mais que o bem perdido;
Não dói tanto a desdita permanente
Como o não ser feliz, já o tenho sido.  
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Negócio É Raul Seixas

"Para mim, a melhor das filosofias, de que é nas coisas simples que encontramos a felicidade!"


O negócio é, chupar o caroço da fruta do cacau
O negócio é, subir no coqueiro e do alto ver o mar
O negócio é, fazer plantação pra depois poder colher
O negócio é, criar uma vaca e ter leite pra beber
O negócio é, é saber que o mar não ta pra peixe e Sair Pra pescar
O negócio é, dormir sem medo do outro dia que já vai Chegar

Que pra passar a noite na colcheira, tem que ter o
Mesmo cheiro do cavalo pra não incomodar.

Mas o negócio é, é tomar uma cana pro frio não me Pegar
O negócio é, fazer um telhado pras aguas não molhar
O negócio é, fuba no almoço e farinha no jantar
O negócio é, tocar a sanfona pra nega rebolar
O negócio é, saber que o mar não ta pra peixe e sair
Pra pescar
...
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Francamente [Bastos Tigre]

Não procures em mim fidelidade;
Nem coisa tal é coisa que se peça
A quem, como eu, sincero, te confessa
Amar no amor a eterna variedade.

Podia prometer-te... À vã promessa
Prefiro a nobre e sólida verdade:
Com o meu temperamento e a minha idade
Não é o amor grandeza que se meça.

Não se ama por tamina ou por compasso,
Em dose certa, às cotas ou às colheres...
Ama-se enquanto houver no mundo espaço!

Amar-te, a ti somente? é o que tu queres?
Não, minha flor, desculpa-me; não faço
Tamanha afronta... ao resto das mulheres!  
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Tapanacara - Raul Seixas

"Mais uma do grande Raul, pra quem tá em casa na noite de sábado, não muito conhecida pelo público em geral, mas que merece ser lembrada, eu adoro!!"




Urucubaca, mandinga
Ataca, mexe e me xinga
Esquenta e racha a moringa
Até que o leite azedou
Bochecha inchada na raça
Araçá, coentro e cachaça
O berimbau tem cabaça
E um som que é "deep in my soul"
Randolph scott que era um cowboy retado
Tipo touro sentado
Mugiu e levantou
O tapa na cara
Que eu levei de odara
Odara, menina
Que era filha de nara
Que era neta, prima-dona de raul
Menino danado
Lá, si, dó rebocado
Procure que você vai entender

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Immutabilis Amor

Amor é sempre amor, por mais que viva;
Será maior, menor, mas sempre amor.
Não muda a sua essência primitiva,
Possa, embora, mudar a forma ou a cor.

Nas reações da química afetiva
Pode haver mais calor, menos calor;
Mas de nada se acresce nem se priva,
A incorpórea molécula do amor.

Não muda o que era amor para amizade;
Esta é fria, serena claridade,
Esse é flama de ignífero esplendor.

Bruto e sensual ou místico e sublime,
Role na lama, avilte-se no crime,
No ódio e na morte - amor é sempre amor.
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No Fundo do Quintal Da Escola Raul Seixas

"Gosto muito dessa música que me lembra o moleque, o menino levado que Raul foi, na Companhia de seu irmão Plínio!"

Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to no meu caminho
Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira
Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira
Eu sei..
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Desde aquele tempo enquanto o resto da turma se juntava pra:
Bate uma bola!
Eu pulava o muro, com Zézinho no fundo do quintal da escola
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Você esperando respostas, olhando pro espaço
E eu tão ocupado vivendo, eu não me pergunto, eu faço
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
E se você quiser contar comigo e melhor não me chamar pra jogar bola
To pulando o muro com o Zézinho no Fundo do quintal da escola
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Voz Interior - Antero de Quental

Voz interior

Embebido n'um sonho doloroso,
Que atravessam phantasticos clarões,
Tropeçando n'um povo de visões,
Se agita meu pensar tumultuoso...

Com um bramir de mar tempestuoso
Que até aos céos arroja os seus cachões,
Atravez d'uma luz de exhalações,
Rodeia-me o Universo monstruoso...

Um ai sem termo, um tragico gemido
Echoa sem cessar ao meu ouvido,
Com horrivel, monotono vaivem...

Só no meu coração, que sondo e meço,
Não sei que voz, que eu mesmo desconheço,
Em segredo protesta e affirma o Bem!

Antero de Quental
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Aluga-se - Raul Seixas

"Mais conhecida e mais difundida que as outras músicas de Raul que costumo lembrar aqui. Hoje eu gostaria de relembrar este clássico para vocês !"

A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...
Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
É tudo free!
Tá na hora agora é free
Vamo embora
Dá lugar pros gringo entrar
Pois esse imóvel está prá alugar
Alugar! Ei!
-Grande Solução!...
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros outro entrar
Pois esse imóvel tá prá alugar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Nós não vamo paga nada
Nós não vamo paga nada
Agora é free!
Tá na hora é tudo free
Vamo embora
Dá lugar pros gringos entrar
Pois esse imóvel
Está prá alugar...
Está Prá Alugar Meu Deus!
Nós não vamo paga nada!
Nós não vamo paga nada!
É tudo free!
Vamo embora!
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Jura - Antero de Quental

Jura

Pelas rugas da fronte que medita...
Pelo olhar que interroga — e não vê nada...
Pela miseria e pela mão gelada
Que apaga a estrela que nossa alma fita...

Pelo estertor da chama que crepita
No ultimo arranco d'uma luz minguada...
Pelo grito feroz da abandonada
Que um momento de amante fez maldita...

Por quanto ha de fatal, que quanto ha mixto
De sombra e de pavor sob uma lousa...
Oh pomba meiga, pomba de esperança!

Eu t'o juro, menina, tenho visto
Cousas terriveis — mas jamais vi cousa
Mais feroz do que um riso de criança!

Antero de Quental
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Fazendo o Que o Diabo Gosta - Raul Seixas

O objetivo desta postagem é, além de dar dica de uma boa música para quem está em casa no sábado à noite, relembrar o grande Raul Seixas e suscitar alguma reflexão sobre seus pensamentos!


"Casamos num motel
Bem longe do altar
Lua de mercúrio, fogo e mel
Não fui o seu primeiro
Você já tinha estrada
Dois filhos, um travesseiro e a empregada
Um anjo embriagado num disco voador
Jurou que o nosso amor era pecado
Mas a história mostra
Que a gente agrada a deus
Fazendo o que o diabo gosta
Casamos por tesão, tesão, tesão, tesão
Bateu o terror não tem mais solução
Te entrego os meus medos, meus erros, meus segredos,
Divido minhas guimbas com você
Um anjo embriagado num disco voador
Jurou que o nosso amor era pecado
Mas a história mostra
Que a gente agrada a deus
Fazendo o que o diabo gosta
Quebramos nossas caras
Pra se lamber depois
Amor é ódio, é o certo pra nós dois
Casamos num motel
Bem longe do altar
Lua de mercúrio, fogo e mel
Fogo e mel"



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Sonho Oriental - Antero de Quental

Sonho oriental

Sonho-me ás vezes rei, n'alguma ilha,
Muito longe, nos mares do Oriente,
Onde a noite é balsamica e fulgente
E a lua cheia sobre as aguas brilha...

O aroma da magnolia e da baunilha
Paira no ar diaphano e dormente...
Lambe a orla dos bosques, vagamente,
O mar com finas ondas de escumilha...

E emquanto eu na varanda de marfim
Me encosto, absorto n'um scismar sem fim,
Tu, meu amor, divagas ao luar,

Do profundo jardim pelas clareiras,
Ou descanças debaixo das palmeiras,
Tendo aos pés um leão familiar.



Antero de Quental

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Pequenina - Antero de Quental

Pequenina

Eu bem sei que te chamam pequenina
E tenue como o véo solto na dança,
Que és no juizo apenas a criança,
Pouco mais, nos vestidos, que a menina...

Que és o regato de agua mansa e fina,
A folhinha do til que se balança,
O peito que em correndo logo cança,
A fronte que ao soffrer logo se inclina...

Mas, filha, lá nos montes onde andei,
Tanto me enchi de angustia e de receio
Ouvindo do infinito os fundos ecchos,

Que não quero imperar nem já ser rei
Senão tendo meus reinos em teu seio
E subditos, criança, em teus bonecos!

Antero de Quental

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Evolução - Antero de Quental

"Antero de Quental, ótimo poeta e perfeito em seus sonetos. Grande autor que não se deve esquecer."



Evolução


Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade. 

Antero de Quental
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"Um poema em repente, do meu amigo Marcio Anunciação, que não cansa de nos surpreender
na arte de poetizar. Espero que gostem, Boa leitura !"


Repente

Meu verso corre rasteiro
Feito cobra venenosa,
A palavra sai ligeiro 
Seja em verso ou em prosa
O meu verso rasga tudo
Feito espinho de favela.
Meu verso corre mundo,
Derruba cerca e cancela.

Meu verso é faceiro
Feito menina brejeira.
E quanto mais ligeiro
É sagaz feito vendilhão de feira.

Meu verso escorre do peito
Muitas vezes magoado,
Mas não tem jeito...
Apesar de tudo isso o meu verso é arretado.

Fico por aqui, me entrego ao cansaço
Feito menina nova depois de perder o cabaço,
Embriagado de sono assino os versos como dono
E deixo a vocês o meu abraço.

Márcio Anunciação

"Se você também escreve poemas e quer ver algum escrito seu publicado aqui, basta entrar em contato com a coordenação do blog e manisfestar seu interesse em participar do nosso projeto de parcerias. Ficaremos felizes em compartilhar este espaço com você!"
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Beto Ribeiro

"Levando adiante o projeto de parcerias, é com muito prazer que os convido a ler este poema do meu amigo Beto Ribeiro. Aproveito e os convido a visitar também o seu blog: http://ermitaodogiz.blogspot.com/ , onde vocês poderão ler poemas e textos sobre os mais variados assuntos e conferir o seu grande potencial artístico. Boa leitura.."




Esperança...

Das coisas que não tive antes do sonho,
viraram em mim a grandeza da esperança,
de andar com sorriso largo, em constância
e corpo em carrossel... em berço... em criança...

Os verso que fiz em alegria dourada,
foram sempre pra te dizer que era mulher amada,
que constava a ausência de suas pétalas azuis,
e que estava em mim eterno prazer em olhares nus.

Um dia quem sabe... a solidão parta,
e reparta em mim a segurança que tive,
em trovar pra ti e provar que em mim vive,

sob os versos do meu cantar,
até as cordas de um simples dedilhar,
se deliciando em falta de afinações, e sobra de amar.

Beto Ribeiro





"Muito Obrigado meu amigo, pela sua participação !"
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Um tolo e seus versos - João Henrique

"Meus amigos é com muita alegria, que posto hoje no meu blog um poema do meu grande amigo, professor e poeta João Henrique. Iniciando uma fase de parceria com poetas e blogueiros com quem venho mantendo contato pela internet. Aproveito e os convido a conhecer o seu blog: http://fantascopiocariri.blogspot.com . Tenho certeza que irão gostar. Boa leitura."

Sou apenas um idiota que faz versos
Que guarda pra si um sentimento
Disfarçando meu tormento
Nessa alegre esquizofrenia de um dia enfadonho

Um serafim rebelde
Expulso do céu abstrato dos léxicos funestos
Contido no dicionário cheio de restos.
Tento escrever nessa masmorra de papel
A minha estória trágica e descontente
Narro meu próprio degredo sob o sol do meu medo
Ando entre antônimos e bebo entre interrogações.

Sou a vergonha sepultada
O idiota que escreve destinos
O tolo que fala de si mesmo
Certa vez ,nunca fui quem eu queria
Todavia,contudo
As crianças ainda viram gente
E os adultos viram velhos

Faço versos que mutilam
Feito adagas flamejantes
Que cortam o papel
Escrito por um réu.Chamado meu eu.

* * *



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Raios e Trovões

"Poema que fiz para uma grande paixão, que acabou por tornar-se uma amiga pela qual tenho uma enorme admiração. Foi justamente com ele que eu iniciei o uso do recurso do mote. Neste caso o mote remete ao próprio título: Raios e trovões. Boa leitura."

 

Te conheci em novembro
Época da chuvas esperadas
E melhor não poderia ter sido
Mas, separar-me de ti em dezembro
Assim de modo tão rápido
Ainda em meio ao temporal
Fez desmantelarem-se na chuva
As esperanças que tinham nascido
E se despedaçam minhas ilusões
Em meio a raios e trovões


Eu já percebo você afastar-se
Sem nem bem ter chegado
Foi tão rápida a tua passagem
Que bem que poderia ter sido
Só como mais uma brisa
Passageira de verão, mas não!
Senti abaladas minhas estruturas
Tão frágeis nestas ocasiões
Você chegou como tempestade
Em meio a raios e trovões

Lamento tua iminente partida
De uma forma muito sincera
Bem como venero a natureza
E a chuva que traz esperança
Talvez por isso eu conforte
Nessa alegria a minha tristeza
Pois sei que a chegada da chuva
Tem lá as suas razões
E a trovoada nos trará vida nova
Em meio a raios e trovões

É que depois das chuvas passadas
Com águas correndo ladeiras
E cheios os rios, riachos e lagoas
A natureza vai sorrir refeita
Já posso escutar as aves canoras
Compondo orquestras com alegria
E lembro do eco no meio da mata
Do tronco da árvore que chia
Acompanhando as novas canções
Em meio a raios e trovões

Antevejo uma porção de tanajuras
Voando atordoadas sem destino
E o zumbizar de insetos aflitos
Preparando a mudança do lar
Prevejo abelhas voando no jardim
Na espera de flores por desabrochar
No quintal os galos se confundem
E já cantarolam fora de hora
Suas cantigas repletas de emoções
Em meio a raios e trovões

Depois de tanta chuva derramada
Será tempo de novas conquistas
Realizações, florações e empreitadas
Quem sabe até, depois da chuva
Você também esteja, em fim
Decidida a se aproximar de mim
Sorrido o teu sorriso lindo
E decidida em suas razões
Por hora, só me resta esperar
Em meio a raios e trovões

Bruno Sampaio
dez de 2008

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Devo abrir?

"Meus amigos, hoje os convido a ler um poema escrito por um amigo. Que depois de alguma insistência resolveu publicar seu escrito aqui no blog. Espero que isto sirva de incentivo para todo aquele que também tenha algum poema nos seus guardados. Eu ficarei feliz em postá-lo aqui. Este espaço é nosso e todos são sempre bem vindos. "
 
Devo abrir?

Alguém bate à porta...
Quem será a essa hora?
 
Talvez alguma alma torta? 
Devo abrir ou mandar que vá embora?

Insiste... São mais três batidas.
A dúvida continua...
Não me resta outra saída a não ser me decidir.
Ainda que o temor me possua,
Me encorajo e resolvo abrir.

Para minha surpresa apresenta-se a figura...
Com suas alas brancas e de grande estatura.
Perguntando se pode entrar, permito-lhe a passagem...
Encho os olhos de lágrimas ao reconhecer tão singular imagem.

Sua voz me acalenta com seus cânticos de ninar,
Me afaga os cabelos me fazendo relaxar.
A saudade é apagada por tão ilustre presença,
Que sem alterar o tom de voz profere ao fim a sentença:
Dorme netinho querido, descansa no meu seio...
Minha cabeça já não pensa,
Acabou-se o meu receio.

Quem bateu a minha porta é pessoa que me adora...
Apenas balbucio: São vinte e seis anos de saudade.
Porquê só me veio agora?
Trazer esse carinho que sempre quero,
Pois ainda te venero.
És bem vinda "Vó Dora"!

À minha inesquecível Avó Isidoria

Salvador, 24/08/2011

Márcio Anunciação (Lord Beluz)

"Obrigado meu amigo, pela sua participação, volte sempre. Abraços"





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Um poema sobre o amor

Tudo seria mais fácil
Se a gente vivesse sem se preocupar
Sabendo que um dia iria encontrar
E facilmente identificar
A pessoa certa para toda a vida

E então o amor seria simples
Bastaria amar a primeira pessoa
Sem dores, sem desilusões

Mas amar no transitivo
E na primeira pessoa, é só: eu amo
E isso é puro egoísmo
Não combina com o amor
Que solidário e conjunto

Amar deve sempre ser conjugado
Na terceira pessoa do plural
Porque amar é complexo, não é singular
Deveria-se sempre conjugar nós amamos
Por que se só eu amo não adianta
E se tu amas outro pior ainda

Mas se nós amamos e nos encontramos
Não importa qual seja esse encontro
Se o primeiro,segundo ou derradeiro
Não faz nenhuma  diferença

Só importa esperar com paciência
Pra conjugar da forma correta
E sem terceira pessoa, mas no plural
E já que não existe amor no só eu amo
Felizes então conjugaríamos 
Para todo sempre: Nós nos amamos

23-05-2011
Bruno Sampaio

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Planos de papel

" Essa noite sonhei com uma paixão que tenho já faz algum tempo, acordei com as idéias todas destrambelhadas, e quando acordo assim me dá uma vontade grande de ouvir Raul. Quem sabe alguma coisa não volta pro lugar. Eu adoro essa música, o próprio nome já suficientemente poético. Foi a primeira vez na vida que ouvi essa expressão, lembre-mo frequentemente dela quando me veem à cabeça os meus planos de papel.. "

Deus, eu passo os sete dias úteis   
Traçando nove dias fúteis
Fazendo planos de papel
Em quartos cinzas de aluguel
E vou dormir
Entre as paredes do hotel do sossego
Meu amor
Sim no contracanto do meu leito
Guardo um punhal cravado ao peito
Tingindo a cama e o lençol
Por uma fresta me invade o sol
E eu vou deitar
Entre as palmeiras desenhadas nos jornais
Meu amor
Ah, mas que você espera de mim?
Que o consumado eu vá repetir, não
Não, o que me importa nesse instante
É esse não importar constante
É esse sorriso que eu guardei
Nessa gaveta a qual fechei
Pra mim dormir
Com a cabeça no lugar que eu deixei
Meu amor...

Raul Seixas
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Baby

"O grande Raul e sua canção polêmica Baby, que foi censurada e teve o trecho "por que esconder o vermelho/ do sangue tingido o lençol?" modificado para "a mancha do batom vermelho/ por que esconder no lençol?". Eu Gostei da música desde a primeira vez a ouvi.  Viva Raul!


Baby, hoje 'cê' faz treze anos,

Vejo em seus olhos seus planos,
Eu sei que você quer deitar
Não dá ouvido à razão, não
Quem manda é seu coração, oh oh oh baby,
Oh Baby,
Abraça seus livros no peito,
Esconde o que é tão perfeito,

Baby,
A madre da escola te ensina,
A reconhecer o pecado,
E o que você sente é ruim
Mas, baby, baby, Deus não é tão mal assim,
não, não, não, não, baby...

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Os Homens amam a guerra



"Eu estava tranquilamente lendo um jornal de um dia comum quando me deparei com esta obra prima. Poema de Affonso Romano de Sant'Anna. Há tempos tenho este recorte quardado entre os meus cadernos. Boa Leitura."

"Não sei com que armas os homens lutarão na Terceira Guerra,
mas na Quarta, será a pau e pedra –Einstein"
 
Os homens amam a guerra. Por isso
se armam festivos em coro e cores
para o dúbio esporte da morte.

Amam e não disfarçam.
Alardeiam esse amor nas praças,
criam manuais e escolas,
alçando bandeiras e recolhendo caixões,
entoando slogans e sepultando canções.

Os homens amam a guerra. Mas não a amam
só com a coragem do atleta
e a empáfia militar, mas com a piedosa
voz do sacerdote, que antes do combate
serve a hóstia da morte.

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Marcianita

"É muito bom ouvir Raul cantando marcianita- que é de Sergio Murillo. Apesar de Leo Jaime ter regravado também, só Raul canta tão bem assim. Vou postar um link pra download, prefiro sempre o 4shared. E a letra segue abaixo."


Esperada, marcianita,
Asseguram os homens de ciência
Que em dez anos mais, tu e eu
Estaremos bem juntinhos,
E nos cantos escuros do céu 
falaremos de amor .
Tenho tanto te esperado,
Mas serei o primeiro varão
A chegar até onde estás
Pois na terra sou logrado,
E em matéria de amor
Eu sou sempre passado pra trás.
Sou logrado
E em matéria de amor
Eu sou sempre passado pra trás
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Versos-Florbela Espanca

 "Conforme o combinado, hoje vou postar um poema de um outro autor. A sempre cantada Florbela Espanca. Sempre que eu me lembro dela me vem à cabeça a imagem de Fagner cantando: Minha alma de sonhar-te anda perdida, meus olhos andam cegos de lhe ver(...). Mas hoje eu vou postar um outro poema dela viu, que por sinal tem uma obra linda. 
Com vocês: 'Versos' de Florbela Espanca. Boa leitura."
 
Versos! Versos! Sei lá o que são versos…
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz. cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma.


Versos!… Sei lá! Um verso é teu olhar,
Um verso é teu sorriso e os de Dante
Eram o seu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!
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